O dilema entre a garantia de direitos e a segurança nacional


O terrorismo voltou a ser uma preocupação real e frequente em diversas nações do planeta. Destaque para os países europeus, que geograficamente estão mais próximos dos locais em que grupos terroristas têm população expressiva, e em alguns casos até controlam o Governo local. Nos últimos anos, não são raras as notícias de ataque terrorista pelo mundo, que voltaram com mais frequência desde o atentado no Bataclan (casa de shows localizada em Paris), com mais de 100 mortes.


A maneira mais eficaz de se combater toda e qualquer conduta humana é combater o agente. É evidente que não podemos combater a conduta na sua forma abstrata, mas sim o indivíduo que a pratica. Portanto ainda que condenemos as condutas praticadas pelo Estado Islâmico, devemos combater aqueles que os seguem e os que praticam o que são regidos em sua cartilha. Temos um exemplo muito eficaz, entretanto bastante extremista, de um país europeu que não registrou nenhum atentado terrorista nos últimos anos: a Polônia.


A Polônia tinha se comprometido a receber 7.500 (sete mil e quinhentos) refugiados que atravessam o mar fugindo das guerras civis em seus respectivos países. Mas após o atentado terrorista ocorrido na Bélgica, na cidade de Bruxelas (deixando 31 mortos e 271 feridos) no dia 22 de março de 2016, a primeira-ministra da Polônia, Beata Szydlo, anunciou que não receberia nenhum dos imigrantes a que havia se comprometido.


Dentro da própria Europa temos um exemplo diametralmente oposto ao da Polônia. Como um dos países que mais acolhem imigrantes, a Suécia tem sido alvo frequentemente de atentados terroristas, bem como crimes comuns praticados por imigrantes islâmicos . E continuam a culpar a falta de tolerância religiosa para ambos os casos. A polícia da Suécia tem relatado que não entra em alguns bairros e não estão dando prosseguimento em algumas investigações por receio de ser taxada como “islamofóbica”.