Breve consideração do existencialismo clássico sobre o ser humano




Minha coluna de hoje é uma reflexão do pensamento existencialista clássico e sua preocupação com os limites do ser humano e sua relação com o mundo.


O homem é um ser abrangente dotado de uma biologia e uma história. Diferente dos animais, ele tem consciência de si. E é a partir do mundo, da existência, do contato com outros homens, que ele se reconhece como distinto de outros seres.


A essência do homem é a mutação. Fazer diferente. Construir e destruir culturas; modificar o mundo; fazer e refazer sociedades com padrões sociais, econômicos e políticos distintos e, também, não menos importante, aperfeiçoar-se. “Os animais se repetem e não avançam. O homem ,ao contrário, por natureza, não pode ser o que já é”. (JASPERS, 1965, p. 47).


Para Mounier o homem rompe sua natureza por duas vias: modifica a si mesmo e o seu entorno, e é um ser dotado de amor. Parafraseando o filósofo Karl Marx: o homem é um ser material e espiritual. No que tange a existência humana é preciso levar em consideração questões de ordem material (econômicas, sociais, biológicas), mas também as questões espirituais e psicológicas. Afastar ambas as dimensões levaria o homem à ruína.


o homem tem uma existên