Vivemos a Era mais solitária da História




Leitores, A Era mais solitária da História O processo de expansão da individualidade vem carregando um lado muito negativo: o abalo das relações sociais. O gradual colapso de formas tradicionais, dos contatos sociais, com interações face a face, estão sendo substituídas por uma geração privada de sociabilidade.


Um dos sintomas do isolamento é a degradação da cidadania: há pouco espaço para projetos em comum, ações políticas que estejam no horizonte. Obviamente não é geral, mas os níveis de despolitização da sociedade atual são, sim, preocupantes. Lutar por ideais, manifestar pautas em conjunto, em reuniões e encontros presenciais, é cada vez mais uma exceção, principalmente em sociedades absorvidas pela apologia ao consumismo ou estados autoritários que minam a liberdade.


Outro aspecto preocupante está no campo da educação. Novas formas de ensino, no qual não se incentiva aulas presenciais, é a falência da integração face a face entre professor e estudantes. As discussões em sala, a construção de novas ideias, o compartilhamento às dificuldades de aprendizado, muitas vezes só superadas na interação, e a própria dinâmica de crescimento pessoal e coletivo, é ceifada pelo aprendizado privatista do lar. Infelizmente, um triste processo de hiperindividualização do aprendizado que em nada ajuda para o fortalecimento da convivência.


Em sociedades com algum avanço tecnológico, vemos, no cotidiano, a relação de isolamento também na família. Os meios de comunicação têm afastado pais, filhos e parentes; almoçar e jantar juntos, que é um processo importante de integração familiar, é coisa do passado. Cada um vai para seu canto, com seu smartphone, notebook ou Tv em seus cômodos particulares.


Por outro lado, muitas pessoas não desejam