Análise de "A marcha das estações" do documentário Pina: as fronteiras na vídeo-dança


A vídeo-dança se constitui como um espaço híbrido onde estilos televisuais e cinemáticos atuam sobre o corpo que dança (Birringer, 2007, pg. 37)

O documentário Pina (2011), do diretor Win Wenders, é uma homenagem a coreógrafa e dançarina alemã, Pina Bausch. O filme aborda a vida e a carreira da artista e, em sua versão 3D faz o espectador viver uma experiência singular – sentir que está numa sala de teatro, ali, junto aos bailarinos, sentindo, sofrendo e experimentando estados emocionais tais como alegria, tristeza, liberdade, vida, morte e paixão. É impressionante como o diretor, fazendo uso da nova tecnologia cinematográfica, consegue criar uma realidade virtual em que a ambiência nos transporta e nos surpreende com sensações e sentimentos tão vívidos como se estivéssemos presentes nas cenas.


Desenvolveremos uma breve reflexão acerca dos experimentos de vídeo-dança presentes no documentário supracitado, a partir de um pequeno trecho do vídeo. Faremos uma abordagem sobre uma possível narrativa que se apresenta a partir da profusão das imagens. Observaremos a relação que se estabelece na zona de fronteira entre a dança e seu suporte tecnológico que nesse caso é o audiovisual.


No que concerne ao avanço tecnológico a favor das pesquisas em dança, Birringer afirma que:


Em tempos de multiplicidades tecnológicas abrangentes, o progresso inerente às pesquisas relacionadas ao campo da dança e as novas tecno