Feminismos plurais e o mínimo que o homem deve fazer



Definir o que é mulher restringe a gama de possibilidades do que as mulheres são e podem ser. Afinal, existem mulheres em todas as classes sociais. Mulheres que se identificam com as mais diversas sexualidades. Mulheres de diversas raças e que seguem diversos credos ou não seguem credo algum. Mulheres gordas, mulheres dentro de um padrão corporal, mulheres magras. Mulheres cis, trans, não binarias -esse aspecto inclusive é extremamente polemico já que algumas pessoas consideram mulher apenas pela genitália, algo que abrirá para um debate complexo que não tocarei nesse texto- Mulheres divergentes entre elas, mas também iguais. Mulheres que criam femininos plurais!


As lutas sociais das mulheres não se resumem ao gênero, mas é a partir dele que as mulheres encontram um ponto em comum. Os feminismos brancos e negros irão se distanciar em muitos aspectos já que o racismo pode provocar por exemplo a solidão da mulher negra, algo que uma mulher branca não sofrerá por conta da cor.

Dentro dos próprios feminismos as questões vão se afunilando como o colorismo no feminismo negro e a pauta da classe social no feminismo branco e negro, além das diferenças intrínsecas entre esses dois feminismos. Isso só para exemplificar já que existem vários tipos de feminismos.


É fato que tem muito para se discutir dentro dos grupos feministas e mais ainda hegemonicamente. Apesar disso é necessário pensar a grande questão: o papel do homem nessa pauta -também com suas nuances- afinal, se não existisse o homem não precisaríamos de feminismo.


O topo da pirâmide da opressão é do homem branco, heterossexual, classe média/média alta. É nele que se baseiam as opressões, o que não quer dizer que todo homem com esse perfil será um opressor, mas terá grande potencial em ser. O homem por si só, através de vários momentos da cultura, principalmente por conta da bíblia e do alcorão, acredita que tem di