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AS PESSOAS NASCEM MÁS?






A questão de saber se as pessoas nascem más é um tópico debatido há séculos na filosofia e ética. Existem várias perspectivas e teorias sobre a natureza humana e a moralidade. Aqui estão alguns filósofos que abordaram essa questão:

  1. Thomas Hobbes: Hobbes, em sua obra "Leviatã", argumenta que os seres humanos nascem com uma inclinação natural para o egoísmo e a busca de poder. Ele acredita que, sem um governo ou autoridade para impor a ordem, a humanidade estaria em um estado de guerra de todos contra todos.

  2. Jean-Jacques Rousseau: Rousseau acreditava que os seres humanos nascem inerentemente bons, mas são corrompidos pela sociedade e pelos valores culturais. Ele argumentou que a civilização e suas instituições corrompem a bondade natural do indivíduo.

  3. John Locke: Locke acreditava que as pessoas nascem como "folhas em branco" (tabula rasa) e que suas características morais e comportamentais são moldadas pela experiência e influências ambientais. Ele argumentava que a educação e o ambiente social são determinantes cruciais do caráter de uma pessoa.

  4. Immanuel Kant: Kant defendia a ideia de que a natureza humana é moralmente neutra, nem intrinsecamente boa nem má. Ele acreditava que a moralidade depende da vontade livre e racional de uma pessoa, e que a capacidade de agir moralmente é um aspecto essencial da natureza humana.

É importante observar que essas são apenas algumas das perspectivas filosóficas sobre a natureza humana e a moralidade. Existem muitas outras visões e interpretações diferentes. A questão da natureza humana e a existência da bondade ou maldade inatas continuam a ser discutidas e debatidas dentro da filosofia contemporânea.

Na ciência, a questão de saber se as pessoas nascem más é abordada por meio de estudos empíricos e teorias sobre o desenvolvimento humano, a psicologia moral e a influência do ambiente.

A ciência não apoia uma visão simplista de que as pessoas nascem intrinsecamente más ou boas. Em vez disso, a pesquisa científica sugere que os seres humanos nascem com uma capacidade inata de experimentar uma ampla gama de emoções e comportamentos, mas o desenvolvimento moral é moldado por uma combinação de fatores biológicos, psicológicos e ambientais. Estudos na área da psicologia do desenvolvimento sugerem que as crianças têm uma inclinação natural para a empatia e o cuidado pelos outros, mas também podem exibir comportamentos agressivos ou egoístas, que são influenciados pelas interações sociais e pelos modelos de comportamento observados ao seu redor.

Além disso, a neurociência e a genética também desempenham um papel na compreensão da moralidade humana. Estudos mostram que certas áreas do cérebro estão envolvidas na tomada de decisões morais e que variações genéticas podem influenciar traços de personalidade e comportamento moral. No entanto, é importante ressaltar que a ciência não fornece uma resposta definitiva sobre se as pessoas nascem más ou boas. A moralidade humana é complexa e multifacetada, e uma compreensão completa requer a consideração de diversos fatores biológicos, psicológicos, sociais e culturais.


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