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CBF: Confederação Brasileira da FULEIRAGEM!




A instrumentalização das casas de apostas em conluio com a instituição máxima do futebol brasileiro deu o ar da sua desgraça mais uma vez. Vitória 0x4 Palmeiras, confronto realizado em 29/07/2026, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro, escancarou as relações entre corrupção e xenofobia: se por um lado, historicamente, a CBF sempre deixou clara sua preferência pelos clubes do eixo Sul-Sudeste e o ódio contra os times do Norte-Nordeste, por outro, devemos lembrar que, recentemente, cinco dos seus presidentes foram presos ou afastados por esquemas de fraudes no processo eleitoral e até suborno. O que se viu no Estádio Manoel Barradas foi um ultraje a arte do futebol, com graves precedentes. O Vitória já havia sido prejudicado contra o Flamengo no jogo de ida da Copa do Brasil e mesmo o Bahia foi prejudicado diante do Corinthians, com a anulação do gol de Alejo Véliz. Não houve falta na origem da jogada: o atleta do Corinthians sequer foi tocado.


Diante de um adversário com investimento bastante superior, o rubro-negro baiano entrou em campo na formação 5-3-2, idêntica àquela utilizada contra o Flamengo, no jogo de volta da Copa do Brasil, onde o Vitória eliminou o urubu da Gávea. Linhas compactas, 3 zagueiros, 3 volantes, 1 meia e 1 atacante. O objetivo era o mesmo: entregar a bola e na retomada, partir em um 4-4-2 letal, com Matheusinho pifando a bola para Renê sair na cara do gol. O balanço defensivo do Vitória demonstrava estabilidade: Brítez, Cacá e Luan Candido fechavam os espaços e permitiam aos alas Fabiano e Ramon bater área a área, avançando para a linha de fundo e retornando rápido para defender, cobertos pelo cinturão do meio-campo, formado por Caíque, Baralhas e Martínez. Contudo, desde o início do jogo, era possível perceber o empenho da arbitragem em prejudicar o Vitória.


Nos primeiros minutos, Baralhas sofreu uma falta dura, porém, não marcada. Foi o literal pontapé para o time visitante sentir o gosto da impunidade, a despeito de qualquer lance mais duro. À medida que o jogo se desenrolava, Alex Gomes Stefano perdia o controle. Acompanhar futebol há 36 anos me conferiu experiência suficiente para identificar quando os jogadores sentem a conivência do árbitro. Tive a oportunidade de crescer escutando ícones da crônica esportiva, como o eterno Armando Oliveira (1936-2005) – a quem conheci pessoalmente – e o sempre atual Martinho Lelis de Santana, em rodadas emocionantes do Campeonato Baiano, Copa do Nordeste, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro, desde o início dos anos 1990. Por isso, identifiquei logo no primeiro lance mais duro a entrada de um jogador perigoso em campo: o roubo.


Aos 25 minutos do 1º tempo, Cacá sofreu uma cotovelada de Maurício. O lance não deixa dúvidas: Maurício olha para Cacá, espera ele disputar a bola e acerta o queixo do defensor rubro-negro. Cacá sangra no campo e leva 5 pontos no queixo. Alex Stefano marca a falta e só adverte Maurício com cartão amarelo após conversar com o assistente. O jogador do Palmeiras ainda cai simulando ter sido atingido no tórax, mas, existe um detalhe: na queda, Maurício faz o gesto de colocar a mão no rosto, contudo, em uma fração de segundo, ele escolhe o abdômen. Por quê? Em minha análise, ele fez a leitura de que seria muito mais simples ter a dissimulação desmascarada, caso levasse as mãos ao rosto. Por todos os ângulos fica claro que Maurício atinge Cacá de forma premeditada. O lance era para cartão vermelho direto! No entanto, se o Vitória vencesse a partida, o Flamengo ficaria mais próximo do Palmeiras e como no ano passado o time carioca foi campeão nacional, esse ano, ao que parece, os jogos de azar e a CBF estão fortalecendo o time paulista. Um ano para cada representante do eixo atende aos interesses dos cartolas, dos caciques políticos daquela região e das bets. Ou foi coincidência escalar um árbitro do Rio de Janeiro para o duelo? Ou foi ainda mais coincidência a CBF não divulgar o áudio do VAR no lance da cotovelada de Maurício???


Para desespero da presidenta do Palmeiras e da mídia do eixo, Maurício foi denunciado junto ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Pelo visto, nesta obscenidade toda, alguém do lado de lá seria penalizado, para a esculhambação não ficar tão “na cara”. Como “punição”, Alex Stefano vai apitar CRB x Avaí, em 11/08/2026, pela Série B. O Vitória foi mais uma vez sacrificado no altar dos caprichos de quem se acha dono da bola. A mensagem psicológica ficou no ar: na vida, existem aqueles nascidos para ganhar e aqueles nascidos para servir. Nesses termos, cabe aos clubes do Norte-Nordeste quebrar esse paradigma e formar uma liga própria, se unindo em torno de um projeto: fortalecer o esporte da região.


Resistiremos sempre às injustiças, inclusive, quando, por acaso, elas nos trouxerem benefícios. O futebol deve ser espaço de prazer, honestidade e vibração. Quem esteve no Barradão viu a própria torcida do Palmeiras ficar constrangida, ante a trama descarada. O Vitória vem sendo prejudicado desde o ano passado e segue firme, enfrentando perseguição sistemática. Pela sobrevivência do futebol norte-nordestino, vamos superar as divergências internas e derrotar o inimigo comum. Pela profissionalização da arbitragem. Pela investigação imediata da Confederação Brasileira da FULEIRAGEM!

 


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Januário
03 de ago.
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