Dusty Hill, o baixista do lendário trio norte-americano ZZ-TOP


Amanhã completará uma semana do falecimento de uma das figuras mais emblemáticas no mundo do rock.


Dusty Hill, baixista do lendário trio norte-americano ZZ-TOP faleceu no dia 27 de julho de 2021, deixando como legado uma carreira de mais de 50 anos de duração e uma legião de fãs apaixonados de várias gerações pelo mundo afora.


No entanto, na visão da música no geral, a partida de Dusty Hill tem um significado ainda maior, uma vez que, junto com ele, se vai também um pouco da personalidade, leveza, amor pela música e parceria que, cada vez mais, vai sumindo dos palcos e estúdios.


O ZZ-TOP, para quem não conhece, é (pois irão continuar a pedido do próprio Hill) um dos grupos mais respeitado do mundo do Southern Rock, formado por Billy Gibbons, Dusty Hill (falecido) e Frank Beard.


Sua sonoridade característica traz elementos do blues, hard rock e country, sempre apoiados na mistura “tex-mex”.


Simples assim, o trio deposita seu amor e honestidade no que tocam sem se preocuparem em serem virtuosos.


Gibbons fez riffs marcantes ao longo se sua carreira, graças a base simples e muito bem trabalhado de Hill e Frank.


Ouvir suas músicas, é quase como ouvir uma conversa na qual todo mundo fala, e, quando um fala, o outro escuta com carinho.


Alinhadas com a forma descontraída de Gibbons cantar, suas letras refletiam o bom humor do grupo, quase sempre com temas um tanto quanto irônicos. Entre seus sucessos estão Sharped Dressed Man e La Grange.


Já o visual tornou-se a marca registrada deles. Gibbons e Hill tinham uma aparência quase idêntica. Ambos trajados quase sempre da mesma forma, os óculos escuros e as inconfundíveis barbas longas. Ironicamente, Frank Beard era o único sem barba (beard significa barba em inglês).


Nos palcos, eram mestres. Você se divertia com a diversão deles. Sempre brincando um com o outro, com as famosas "dancinhas" sincronizadas. Pareciam nunca estar de mal humor. Como se cada show fosse o mais legal da vida deles.


Essa parceria durou mais de 50 anos, algo extremamente raro na música. Infelizmente, a última apresentação do ZZ-TOP antes do falecimento do Dusty foi sem a sua presença, já que ele estava passando por um tratamento no quadril, no dia 23 se julho.


Brincalhões, apaixonados pelo que faziam e, acima de tudo, amigos. Isso fez o ZZ-TOP. E isso fez o ZZ-TOP ser único. Deu uma personalidade ao trio que o fez ter o nome escrito na história.


O visual, a presença de palco e a musicalidade deles nenhum empresário compra. E, em uma época na qual tudo se baseia no quanto você tem na carteira, a partida de um ídolo faz a luz vermelha piscar mais forte.


Link da imagem: Foto do Instagram oficial da banda



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