Bipolaridade: perdido em uma montanha russa de emoções


“Eu acho que você é bipolar. Uma hora está muito bem, daqui a pouco já fica insuportável!”

Não é difícil ouvir frases semelhantes a essa no nosso cotidiano, não é mesmo? É um tal de bipolar pra cá, bipolar pra lá. Nunca se ouviu tanto esse termo. O que não quer dizer que as pessoas estejam íntimas do real significado e peso que essa palavra traz.

Bipolar, é na verdade Transtorno de Humor Bipolar ou Transtorno Afetivo Bipolar. Ele faz parte da categoria dos Transtornos de Humor, juntamente com a Depressão, por exemplo.

Assim como nunca se comentou tanto sobre isso, também arrisco dizer que nunca houveram tantos diagnósticos desse transtorno nos serviços e clínicas de saúde mental. É o que observo todos os dias no meu local de trabalho. Segundo as estatísticas, o distúrbio já acomete de 2 a 3% da população mundial. É muita gente.

Mas qual o motivo disso? Será uma epidemia? Será que os genes de humor oscilante estão sendo transmitidos com mais frequência? A nossa conjuntura social favoreceu o aparecimento de casos? O estresse crescente na nossa vida pode ter desencadeado a doença em uma parcela maior da população? Podem ter sido todas as alternativas anteriores.

Ou será que simplesmente não eram reconhecidos, ali na multidão, entre pessoas comuns, às vezes nem tão comuns assim? Vou te dar um exemplo, leitor: Vincent Van Gogh. Sim, o brilhante pintor holandês. Talvez você o conheça como “aquele cara que cortou a própria orelha".

Vincent tinha Transtorno Bipolar. Claro que esse foi um diagnóstico póstumo. Naqueles idos 1890 ainda não tinha sido criada tal nomenclatura. Mas, quem conviveu com o ruivo certamente notou seus altos e baixos de humor.

“Poxa, Vincent, que saco, hein! um dia você está super animado, pintando sem parar, no outro fica deprê e ainda corta a ore