Carta aos músicos





Antes de começar a ler esse texto, você deve saber que ele foi escrito no dia 22 de Novembro de 2021. Ou seja, na data em que é comemorada o dia do músico.


E porque eu resolvi fazer esse texto? Por conta dessa imagem que apareceu para mim. Você provavelmente irá vê-la na capa da coluna. Eu tenho 23 anos, ou seja sou um músico novato. Mas, essa postagem que ilustra o texto de hoje, veio de um pai de família que ganha dinheiro com a música.

Ele é um dos inúmeros músicos com o tempo de estrada equivalente ao que eu tenho de vida. Um dos muitos que falam sobre a persistência de viver de música, enquanto várias pessoas duvidam disso. E, sinceramente, essa dúvida que parentes e amigos podem colocar em cima da profissão artística, as vezes, nos abate muito, principalmente em época de crise econômica. Infelizmente sabemos que por conta da pandemia, o setor de arte está a dois anos sem lucrar, começando a reaquecer agora, pós vacina.


Os dias que antecederam meu 22 de novembro oscilou entre ser estimulado e ser desestimulado. Eu ouvi sobre parentes comentando sobre o fato “de eu não trabalhar” ou “não fazer nada da vida”, detalhe, o familiar em questão disse isso para um alguém que o contratou por minha indicação, o recomendei no intuito de ajudá-lo já que o setor que ele trabalha também está passando pela crise financeira atual. Também, nesses dias que antecederam, ouvi, de parentes, incontáveis vezes, que eu deveria trabalhar em alguma loja para “ter o meu”, pois estou ganhado pouco como músico.


Isso machuca, mais do que se imagina. Pois, a coragem para trabalhar com arte é algo que todo músico se orgulha. Mas, ouvir coisas desse tipo pega no íntimo, nos faz sentir impotentes e encostados, o que não é verdade.


Mas sejamos justos. Também ou