MENSAGEM DE NATAL: Sobre Perguntas que Nascem com a Luz
- Everton Nery

- 24 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

O Natal se aproxima e, com ele, não chegam apenas luzes e celebrações, mas perguntas. Perguntas que não pedem respostas rápidas, mas silêncio, escuta e nascimento interior. Assim como o presépio não explica o mistério, apenas o acolhe, estas perguntas convidam quem lê a se deixar tocar. Que cada uma delas seja como a estrela: não aponta soluções, mas caminhos.
1) Qual foi o momento mais marcante de sua infância?
No Natal, a infância sempre retorna como um lugar aquecido pela memória. O instante que me visita é aquele em que descobri que o silêncio podia ser abrigo e não castigo. Como na noite de Belém, aprendi cedo que nem todo silêncio é ausência: alguns são morada. A infância me ensinou que crescer não é somar anos, mas aprender a cuidar das faltas. Ali compreendi que sobreviver é, muitas vezes, inventar um colo, e que o Natal é exatamente isso: um colo oferecido ao mundo.
2) Qual pessoa você mais admira e por quê?
No espírito do Natal, admiro quem atravessou a vida sem perder a ternura. Pessoas que escolheram não endurecer, mesmo quando tudo parecia empurrá-las para a frieza. Admiro quem entende que a verdadeira força se parece com cuidado. Quem é luz sem barulho, como a estrela que não grita, mas guia. Aqui essa presença tem nome: D. Mira, minha mãe, sinal vivo de que o amor encarnado transforma o cotidiano em milagre.
3) O que te faz sentir completamente vivo?
No Natal, eu me sinto vivo quando algo em mim desperta antes das palavras, como um cântico antigo que o corpo reconhece. É quando o peito se abre sem pedir licença, quando o afeto vence a pressa. Vida é esse instante em que o mundo deixa de ser peso e volta a ser promessa. É quando o coração, mesmo cansado, ainda sabe dançar, como quem celebra que a esperança nasceu, apesar de tudo.
4) Se ninguém fosse te julgar por nada, o que você faria diferente na vida?
Talvez, neste Natal, eu dissesse mais “eu sinto” do que “eu penso”. Amaria com menos cálculo e mais presença. Gastaria menos tempo tentando caber e mais tempo sendo inteiro. O Natal me lembra que Deus não pediu permissão para nascer pequeno, frágil, fora dos padrões. Talvez eu aprendesse com isso: viver com mais coragem afetiva, porque nenhum julgamento dói tanto quanto abandonar a própria verdade.
5) O que é mais difícil você esquecer?
No tempo do Natal, o que mais pesa não são os fatos, mas as ausências. Aquilo que não aconteceu, mas poderia ter sido. Os encontros adiados, as palavras não ditas. O presépio também fala disso: de um mundo que não tinha lugar, mas precisou abrir espaço. O corpo guarda silêncios como a terra guarda sementes, mesmo enterradas, continuam dizendo que algo pode nascer.
Deixo, então, essas perguntas suspensas como luzes na noite. Que cada um e cada uma as recolha em silêncio, como quem acolhe um recém-nascido no coração. Porque há perguntas que não falam do que passou, mas do que ainda pode nascer.Que este Natal seja menos resposta pronta e mais escuta. Mais acolhimento. Mais recomeço.



Neste Natal, o momento mais marcante que carrego é a perda da minha avó, uma ausência que ensinou o significado da saudade e do amor que permanece. A pessoa que mais admiro é meu pai, pela sua resiliência diante das dificuldades e pela força silenciosa com que segue cuidando da vida. O que me faz sentir verdadeiramente viva é o esperançar. Essa capacidade de acreditar, mesmo quando o caminho parece incerto. Até o momento, não guardo desejos ocultos; sigo em paz com minhas escolhas. O que ainda pesa no coração é a ausência de uma pessoa muito especial, cuja falta se faz presente, sobretudo neste tempo de Natal, quando a memória e o afeto falam mais alto.
1) Quando cantei na igreja pela primeira vez aos 8 anos de idade.
2) Admiro todas as pessoas que batalha todos os dias para sobreviver as lutas da vida e os desafios que vem e vão.
3) Deus é o motivo da minha força e da minha vida.
4) Se ninguém me julgasse, eu continuaria sendo quem eu sou e tendo o mesmo caráter. Claro, falaria todas as verdades presa na garganta e que tive que reprimir.
5) O mais difícil de eu esquecer é os desafios que passei na vida e minha história de superação, sobrevivência e força. Também nunca vou esquecer da minha falecida sogra que em minha vida significou muito.
A todas pessoas que irão ler essa…