Silêncio, "Bruno"!



Quantas vezes você se viu num turbilhão de pensamentos incômodos? Aqueles que falam mal de você, te paralisam, te trazem sofrimento, te deixam apavorada, com raiva, etc.

É leitores, isso acontece o tempo todo com nós, seres humanos.


Se você acompanha minha coluna, já deve ter lido algo nessa temática em outro texto meu com certeza. Escrevo muito sobre o assunto. Isto porque, o que vem à nossa mente pode interferir diretamente no que sentimos e fazemos.


Mas hoje o motivo é diferente, inclusive a palavra diferente tem muito a se enquadrar à essa resenha.


Como eu dizia, vários pensamentos difíceis surgindo em nossa cabeça é algo bem normal para nós, seres humanos. Mas e para monstros marinhos?


Monstros marinhos?!


Não, essa coluna não vai abordar mitologia nórdica, Harry Potter, ou algo do tipo. Estou falando da nova animação da Disney: Luca.


O longa estreou esse fim de semana no streaming Disney +, em parceria com a Pixar. No enredo Luca, que vivia restrito ao seu mundo seguro e rotineiro, protegido pelos pais e impedido de cruzar certos limites, conhece Alberto.


A partir daí um novo horizonte de aventuras e conhecimento se abrirá para ele e muitas coisas se mostrarão diferentes do que pensava.


Ao escolher assistir, você irá vivenciar a história de amadurecimento emocional do pequeno, em relação ao que acredita, ao que o “limita”, na visão de si mesmo e sua vida.


O “menino" enfrenta várias situações novas e desafiadoras e precisará questionar sua forma de pensar para seguir com o que deseja, com seu sonho.


Luca é diferente dos outros, ele é um monstro marinho, que não conhecia a temida superfície - e isso não é spoiler, leitores, posto que aparece no trailer.


Apesar da Pixar já ter uma fama de trazer temas profundos em suas produções, a exemplo de Toy Story ou Procurando Nemo, acabei me surpreendendo em como me emocionei com a sua mais nova criação. Talvez por trabalhar o tempo todo com essa mudança de pensamento que permeia o filme.


O personagem de Alberto (que no decorrer da história também mostrará suas vulnerabilidades), destaca algo tão interessante para Luca, uma brincadeira – ou diria estratégia – que usa sempre: “Silêncio, Bruno!”

Ele explica ao amigo que muitas vezes temos uma voz que nos breca.


Um lado interno, que fala dos nossos medos, angústias, dores e pode nos atrapalhar em muitas situações e até nos paralisar por completo na vida.


Lado esse que vai precisar ser questionado e silenciado, e por vezes acolhido também, por estar morrendo de medo, se criticando em demasiado, ou tantas outras coisas.


Achei genial como esta simples frase de um desenho infantil, que estava dividindo com meu filho de 6 anos nessa manhã de domingo, pôde tomar uma proporção tão perspicaz e linda pra mim.


E acredito que você também pode se maravilhar, se questionar, se emocionar, ao perceber, por meio da metáfora, que em alguns momentos pode ser libertador e importantíssimo silenciar o "Bruno” dentro de si.


O que você pensa não determina quem você é ou o que pode vir a ser em sua vida. Ou melhor, o que pensa pode vir a determinar muito (caso acredite piamente no conteúdo), tanto positiva, como negativamente.


O que aparece em sua mente é produto da sua história, dos seus vínculos, das coisas que foram acontecendo, de como você foi interpretando e das estratégias que foi criando pra lidar com tudo isso - nem sempre as mais saudáveis, mas foi o que deu conta de fazer no momento, e vem repetindo.


Então, experimente gritar internamente “Silêncio, Bruno!” quando perceber que o ciclo de pensamentos está te prejudicando. Tente enxergar as coisas além do que ele lhe diz e agir de forma diversa.


A diferença ou os medos não restringiram o personagem, pelo contrário, o impulsionaram a viver novas experiências e descobrir, testar que poderia ser aceito como é e até admirado por isso; ir muito além do que vislumbrava pra sua trajetória.


A flexibilidade de pensamento mudou o mundo de Luca. E pode fazer o mesmo por nós.


Bom, vou finalizando por hoje, deixando essa dica pro seu domingo e pra vida. Dei uma pausa por aqui, pois precisava descansar. E estava com muita saudade, mas tô de volta!


Imagem:

https://cangurunews.com.br/filme-luca/





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