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A REALIDADE SOBRE O CONFLITO NA PALESTINA





Alguns pontos são importantes para estabelecermos verdades pouco divulgadas sobre os conflitos que estão ocorrendo na região da Palestina. Não há como esgotar a discussão, mas há que se problematizar muitas questões.


1- O conflito na Palestina é secular e não começou agora. Remonta a A.C; passa pelo Império Otomano; pelo movimento Sionista; Primeira Guerra Mundial; o domínio britânico (1923-1948); o Pós Segunda Guerra com a criação do Estado de Israel; a Guerra dos Seis Dias e a Operação "Chumbo Fundido", em 2008. E há muito mais.


2- O Estado de Israel foi bombardeado, mas o próprio é o único Estado da região que usa, verdadeiramente, a força militar de um Estado Nação pujante, que promove campos de concentração a céu aberto na Faixa de Gaza. É, sim, a maior prisão a céu aberto do mundo. Há ali uma limpeza étnica em curso. Lembra, com as devidas particularidades, o que judeus sofreram na II Guerra Mundial na Europa.


"O bloqueio imposto à Faixa de Gaza desde 2007, após a vitória democrática do Hamas nas eleições de 2006, é uma afronta ao direito internacional e à dignidade humana. Eduardo Galeano, o renomado escritor uruguaio, resumiu bem a situação quando a chamou de “ratoeira sem saída”. A população de Gaza está encurralada, sofrendo as consequências de uma punição coletiva que é ilegal à luz do direito internacional e do direito humanitário." [1]

Assistam essa reportagem aqui, sobre a investigação da ONU de violação aos Direitos Humanos contra a população de Gaza. O Estado de Israel não é vítima nessa história. A vítima são os civis. É profundamente lamentável.


3- Não podemos confundir o grupo Hamas com todo povo árabe que vive nas redondezas. Porém, é normal que uma parte do povo se apegue àqueles que prometem combater o inimigo maior e restaurar a dignidade frente a barbárie perpetrada pelas Forças Armadas de Israel há décadas.


4- Não esquecer que o governo atual de Israel é controlado pela extrema direita, que se veste de Democracia. O atual mandatário, Benjamin Netanyahu, é um autocrata que está no seu sexto mandato; que busca a interferência na autonomia da Suprema Corte e é aliado de ultranacionalistas, como o Partido Sionista Religioso, que prega uma Palestina só para judeus, anexando todo o território, com inspiração religiosa. Não se furtou, ao longo de seus mandatos, de usar métodos extremos para seus interesses políticos e militares.


5- O Estado de Israel vem, gradativamente, ocupando todo o espaço da Palestina. É só pegar o mapa de ocupação do território desde a criação do Estado de Israel, inclusive ocupando áreas no Estado autônomo da Cisjordânia, com assentamentos vigiados pelo governo, que deveriam ser devolvidas aos habitantes árabes nativos.


6- Devemos, sim, condenar o Hamas, ou parte dele, envolvido com o extremismo em curso, com as atrocidades: mortes, tortura, prisão contra os habitantes de Israel, inclusive muitos estrangeiros que lá habitam.


7- É importante dialogarmos sobre a criação de um Estado da Palestina, que anda no papel e nunca avançou. A China comentou sobre isso hoje.


8- Por fim, a mídia nacional e internacional tem um lado em defesa de Israel. Logo, não se veicula, por exemplo, o dedo dos EUA na venda de armas para Israel; não se fala das mortes e humilhações contínuas que o Estado de Israel comete contra os árabes na Faixa de Gaza, e assim por diante. Não vamos esquecer que grandes empresários e políticos no Ocidente são judeus ou descendentes, e recebem apoio dos cristãos (muitos acreditam que retomar a região sagrada é importante para a volta do Messias). Isso não é nenhuma surpresa. Só fiquemos atentos ao discurso da imparcialidade jornalística..


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