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EDUQUE UM RICO




No mundo em que vivemos, cheio de absurdos diários e tratados com a maior normalidade, seria razoável, diante de um olhar com outra perspectiva sobre um dos maiores problemas que enfrentamos, emplacarmos uma gigantesca campanha pela educação da minoria que, por ignorância, ganância, falta de empatia, falta de amor a si e consequentemente ao próximo, submetem, aqui no Brasil por exemplo, 99% da população a uma condição de vida de sobrevivência, de terríveis dificuldades ou mesmo de miséria total. A campanha: EDUQUE UM RICO!


As inúmeras campanhas contra o analfabetismo ou mesmo pela melhoria nas condições de ensino no Brasil se mostraram insuficientes, desastrosas, superficiais ou inexistentes ao longo de décadas onde, mesmo crescendo economicamente em alguns momentos da sua história, despontando posições como de 6ª economia mundial desbancando a Grã-Bretanha ao final de 2011 as estatísticas no âmbito da educação no país nunca conseguiram um crescimento significativo com estabilidade em um patamar de aceitação mínima para chamarmos de evolução. Se encontramos um alto indicie de analfabetismo hoje, no ano de 2023, é um fato que atesta que estamos longe de resolver este problema. Mas se tentamos tanto romper todas essas barreiras impostas por aqueles que detém o poder e, olhando apenas para seus próprios umbigos, os vemos impor dificuldade atrás de dificuldade por saberem que o conhecimento abre as mentes e impõem questionamentos acerca dos comportamentos, da existência dessa gigantesca desigualdade, lançando luz sobre assuntos que são de interesse desta minoria rica que passem despercebidos. Se a elite hoje banca e domina quem cria as leis, quem as aprova e quem as corrompem também, 99% da população só possuiria forças unida. Mas como unir pessoas para um propósito que sequer elas entendem? E pior, que elas são “adestradas” midiaticamente todos os dias a pensarem que fazem parte do grupo que elas deveriam cobrar e lutar contra suas ações?


Quem sabe com essa iniciativa o esforço seria menor, destinar uma parte da massa (pensei ironicamente nos educadores tão desvalorizados pela elite) que mirassem seus esforços para educar um cidadão rico (são tão poucos) para fazê-los enxergar a vida fora da sua caixa, do seu mundo fechado de privilégios, do seu iate, da sua mansão ou mesmo do seu jatinho particular. Convencessem essa tão pequena fatia de pessoas a buscarem a educação empática, uma visão muito mais ampliada de mundo, o amor-próprio, o amor ao próximo.


“Segundo a LDB, a educação escolar no Brasil é composta pela educação básica, formada pela educação infantil, ensino fundamental e ensino médio, e pela educação superior.” Isso segundo o IBGE, mas inovação mesmo seria pensarmos na educação voltada para os ricos e super ricos que envolvesse vivências e criação de condições palpáveis para que eles pudessem ter contato com sentimentos que nem em sonho conseguiriam sentir como fome (não vontade de comer), sede (não vontade de beber algo), frio (não a sensação de temperaturas um pouco mais baixas), ganhar um cartão do SUS e só poder utilizar ele durante o tempo do curso, pegar ônibus (sugiro São Cristóvão X Paripe via Estrada Velha do Aeroporto) e coisas triviais como estas para um cidadão comum de um bairro populoso e distante de Salvador, por exemplo.


“Eduque um rico“ seria talvez a maior iniciativa realizada na face da terra, se eles, os ricos, aceitassem participar dessa inusitada experiência. No mínimo conseguiríamos conter alguns tantos trabalhos escravos, algumas matérias assassinas na Câmara dos Deputados, salvaríamos algumas árvores, alguns dos nossos guerreiros índios e quem sabe até muito mais do que isso.


Se educar tantas pessoas é sempre uma grande dificuldade e gera tantos custos para muitas vezes serem destinados e aplicados de maneira tão irresponsável e vergonhosa para agradar os ricos e super ricos, educá-los poderia trazer mais resultados.


FONTE:


https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2011/12/111226_grabretanhabrasil_ss


chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://www12.senado.leg.br/ril/edicoes/59/235/ril_v59_n235_p61.pdf



IMAGEM: Degraus da Riqueza.com

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