ELEIÇÕES 2026: O auto conhecimento

*Janus
Há menos de 20 dias do 1º turno das eleições, o Brasil vive uma série de conflitos. Ataques nas redes digitais, imposições de uma única visão de Deus e inúmeras mentiras acompanham o pleito mais importante da história da República Nova. Ante tanto ódio, algumas pessoas, alarmadas, referem estar adoecendo. Surgem denúncias de assédio moral coletivo no trabalho, visando obrigar funcionários a votar no candidato escolhido pelos empregadores. Nem mesmo a instância máxima do Judiciário escapa ilesa: ministros do Supremo Tribunal Federal podem ser investigados. Neste contexto, como manter o equilíbrio?
Quando os multiversos foram projetados, o objetivo era proporcionar experiências fundamentadas em dualidades. Isso permitiria enfrentar situações conflitantes, essenciais à evolução. Todavia, também possibilitou o surgimento de distorções. Povos buscaram harmonia, em contrapartida, outras populações seguiram caminhos densos. Enquanto algumas consciências utilizaram os corpos nos quais estavam ancoradas para usufruir dos recursos encontrados nos planetas e caminhar para o progresso, infelizmente, outras seguiram às guerras. Isso radicalizou os adensamentos; logo, novos grupos iniciaram sua jornada em uma dramática trilha de retrocesso, estruturando suas experiências em manipulações.
O desenvolvimento tecnológico foi a ferramenta encontrada por algumas civilizações para aumentar o raio da sua ação destrutiva. Isso ocorreu não somente na Terra. Em dimensões mais sutis da matéria, seres estenderam seu caráter belicoso, inundando inúmeras faixas vibratórias com ódio, medo e arrogância. Com o tempo, foi necessário realizar a imersão destas consciências em experiências de reabilitação. Longe de punições, o mais importante era fornecer condições para elas viverem as consequências dos padrões que estabeleceram. Fazer isso possibilitaria a sua reintegração às faixas mais elevadas da Criação, a exemplo da experimentação da diversidade humana na Terra.
Fundado o projeto, inúmeras civilizações decidiram vir, fosse para experienciar, pesquisar, desenvolver ou ainda se reabilitar. Porém, se no início, o Projeto Terra caminhava para o sucesso, através da ressocialização das consciências nos caminhos do Amor, o seu desenrolar também conheceu corrupção e desequilíbrio. Paradigmas negativos foram se alastrando e abrindo espaço para a ação de associações retrógradas. Nos tempos atuais, seguimos testemunhando grupos políticos lutando entre si, religiões atacando umas as outras, em contínuos ismos contra ismos. Acima destes, encontramos conglomerados financeiros injetando recursos econômicos em megacorporações e veículos de comunicação. Em diversas ocasiões, tais coletividades alimentam os dois lados da mesma rivalidade, visando extrair o máximo possível de dividendos políticos e financeiros; domínio é seu objetivo principal. Ainda acima deles, verificamos a existência de elites seculares, responsáveis pela ligação obscura entre a realidade material e o plano sutil. Sua função é alimentar a energia de seres em retrocesso, localizados no topo desta rede, os quais por sua vez, retornam à nutrição – densa e negativa – sobre todo o sistema. Influenciado pela família, sociedade, sistemas e estruturas superiores de poder e influência, a consciência pode adentrar a complexidade desta teia e se tornar mais uma parte. Por outro lado, ela pode compreender que o seu próprio eu, nesta realidade, trata-se apenas de uma fração do seu ser conectado a faixas superiores, as quais se desdobraram para experimentar este cenário e construir, a partir dele, auxílio, pesquisa ou evolução.
Apesar das massivas influências, nenhuma consciência está destinada a quaisquer polarizações. Nada lhe obriga, porquanto ela pode exteriorizar aquilo com o qual desenvolve sintonia, a despeito dos estímulos que recebe do campo vibracional. A história demonstra o quão singulares somos: ante coletividades que seguiram caminhos obscuros, determinadas consciências exercitaram sua autonomia para andar na contramão de ideologias autoritárias e desumanas. O padrão para se misturar a desarmonia, é, por vezes, o mesmo para se desconectar de sistemas opressores e recuperar a ligação com as redes superiores, harmônicas e amorosas. É na medida que a consciência entrega ou reduz a oferta de poder aos sistemas, que ela sincroniza ou se afasta de pólos negativos, passando à integração com a Fonte Criadora. Antes de responder, questionar. Antes de enfrentar, observar. Antes de se juntar, interpretar. Esta é a chave para criar espaço entre aquilo que é fornecido e aquilo que a consciência entende como possível de sustentação. Sua autonomia reconhece o próprio poder e passa a utilizar as estruturas do próprio campo, sem estabelecer uma relação de dependência com elas.
As eleições brasileiras são uma excelente oportunidade para as consciências ancoradas nos corpos de 215 milhões de pessoas decidirem o que pretendem alimentar, sintonizar e se afastar. Para além do voto, está envolvida a (des)programação de vieses familiares, sociais e culturais. A escolha em adentrar neste processo é pessoal e particular. “O homem deve esforçar-se para purificar os seus pensamentos. O que ele pensa, ele é: esse é o velho segredo” (Helena Petrovna Blavatsky).
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Imagem retirada do site: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/09/16/urna-eletronica-veja-como-funciona-e-como-o-voto-e-protegido
REFERÊNCIAS
BLAVATSKY, H. P. A voz do silêncio. Tradução de Joaquim Gervásio de Figueiredo. São Paulo: Pensamento, 2010.
EM julgamento inédito, STF vai decidir se um de seus próprios ministros deve ser investigado. Portal G1, 2026. Disponível em: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/09/14/em-julgamento-inedito-stf-vai-decidir-se-um-de-seus-proprios-ministros-deve-ser-investigado.ghtml. Acesso em: 15 set. 2026.
FONSECA, B. L. O Projeto Terra. 2. ed. São Paulo: Lemon Tree, 2014.
O motivo da imersão. Ponto Neutro, 2026. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DdCf01qs6em/?hl=pt. Acesso em: 15 set 2026.
SLEPIAN, Z. Os multiversos são reais? Um astrofísico explica por que isso depende de como se define ‘real’. Disponível em: https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2026/04/01/os-multiversos-sao-reais-um-astrofisico-explica-por-que-isso-depende-de-como-se-define-real.ghtml. Acesso em: 15 set 2026.


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