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ENTRE FEED E STORIES





É interessante como as movimentações históricas trazem um impacto no comportamento das pessoas. A sociedade, por exemplo, não é mais a mesma, após o advento da tecnologia. Castells e Zygmunt Bauman que o digam! Dessa forma, não dá trabalho perceber o exibicionista, o casado, o amante de academia, fãs de pets e, também, uma população que só cresce. O seu nome é Low profile.


O time low profile é composto de quatro grupos. O primeiro segue à risca o significado do termo, portanto passam mais tempo offline, não há publicações em seus perfis e não têm muitos seguidores. Já o segundo, apresenta uma foto de perfil onde não é tão nítido o rosto, “0” publicações e em casos pontuais há uma publicação via story. O terceiro grupo é estilo Rexona: não te abandona. Ele vê suas publicações via feed e story, mas não curte nem comenta, e a desculpa é: sou discreto.


Já o último grupo de “low profile” carrega em si um paradoxo. Ele é o seu namorado(a), mas na rede dele(a) você é só um story. Feed? Nem pensar. Você é o melhor amigo. Mas, mesmo que você marque o tal sujeito(a) na publicação, nem pense que haverá o ato de repostar. Há também o que até pode te colocar no story, mas no feed é preciso demonstrar que se é parente de Narciso.


A discrição é uma qualidade que admiro muito. Inclusive, acho que boa parte da felicidade mora com quem sabe viver sem se mostrar tanto. Contudo, meu bem, é entre feed e stories que o outro está imitindo um sinal. Está clara a mensagem sobre o espaço que você ocupa. Afinal, como versa a canção “Quando eu olhar para o lado. Eu quero estar cercado só de quem me interessa.”


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