GAY E BOLSONARISTA



A saída do armário, de Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, no programa de Pedro Bial, suscitou um questionamento muito grande nas redes sociais sobre sua posição política, a qual impactará nas tão aguardadas eleições de 2022: é possível ser gay e bolsonarista? O governador que será pré-candidato à presidência, pelo PSDB, conversou com Pedro Bial e afirmou “sou um governador gay e não um gay governador, tal qual, Barack Obama era um presidente negro e não um negro presidente”, a frase tomou os maiores jornais do país nesse dois de julho. Será que é possível ser gay e conservador? Quem Eduardo Leite cooptará como eleitorado a partir da afirmação de sua sexualidade?


É sabido que Bolsonaro tem total aversão a comunidade LGBTQIA+, inclusive muitos escândalos envolveram a proibição dos estudos de gênero nas escolas – que nada tem a ver com ensinar a ser gay-, além de afirmações como: preferia um filho ladrão a gay – e isso já sabemos que ele possui. Contraditoriamente, existem um grupo de eleitores em favor do presidente que são LGBTQIA+ e o apoiaram na eleição de 2018, alguns continuam o apoiando.