LULA ESTÁ AO LADO DA EDUCAÇÃO, FLÁVIO NÃO: Por mais livros

Confluindo com a onda de virar voto ou incentivar as pessoas a saírem de casa para votar no segundo turno, as editoras independentes aderiram à campanha a favor da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Elas estão contra a extrema direita, representada por Flávio Bolsonaro. Para as editoras, o mandato de Bolsonaro filho pode fazer com que a cultura e a educação sofram desmontes.
Ao contrário do desgoverno de Bolsonaro pai, o presidente Lula investiu forte na educação em todos os seus três mandatos, aumentando o número de Universidades Federais (UFs) e Institutos Federais (IFs), além de realizar investimentos em Ciência e Tecnologia (CeT).
Por exemplo, o programa Ciência sem Fronteiras foi feito por políticas públicas do PT, que deu oportunidades para jovens cientistas estudarem fora do país. O que antes seria inimaginável para a maioria da população, já que era coisa de rico.
Destaco o papel da cientista Jaqueline Goes, que participou do grupo que decodificou o vírus da COVID-19. Ela só pôde fazer isso graças aos programas de incentivo à pesquisa dos governos da esquerda, Lula e Dilma, conforme publicado em relato de vídeo em seu Instagram. Hoje ela é professora da USP, e dá aulas para futuros cientistas que podem solucionar outras pandemias.
Porém, não adianta apenas educar os jovens se eles não tiverem condições de se manterem na Universidade. É por isso que as bolsas de pesquisa, CAPES, CNPQ, distribuída pela Governo Federal, e pelas fundações de amparo à pesquisa, dos governos estaduais, são tão importantes.
Assim como a existência dos Restaurantes Universitários (RUs) e do atendimento médico e odontológico oferecido por várias Universidades Federais, os quais a maioria estão vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), atendendo toda a população gratuitamente.
É através do SUS que temos acesso a vacinas gratuitas, ao programa Farmácia Popular, que oferta medicamentos de graça, principalmente para doenças crônicas — e que vem ampliando seu leque de distribuição, ameaçado terminar no governo de extrema direita.
Também é no SUS que se faz a Vigilância Sanitária; então, a comida que comemos no dia a dia é inspecionada pelo Governo. Tudo isso está ameaçado com o provável desmonte ou sucateamento do SUS.
POR QUE MELHORAR A EDUCAÇÃO É TAMBÉM MELHORAR A SAÚDE?
Imagina se esses profissionais — médicos, enfermeiros e sanitaristas — tivessem uma formação ruim? São nas Universidades e Institutos Federais que o país está formando e transformando futuros.
São esses profissionais que cuidarão de nós, do nosso alimento, da nossa água e das dinâmicas sociais, ambientais e arquitetônicas de onde vivemos.
Você gostaria de ser atendido numa rede privatizada, por um médico formado na Universidade Narco Miliciana do Cassino da Lavagem de Dinheiro? Porque é isso que a extrema direita quer a curto prazo: desmontar o ensino público, principalmente as Universidades, o FIES e o PROUNI, a favor da privatização total.
E, com o desmonte, ficaremos sem Ministério da Educação (MEC), ou seja, sem controle de qualidade e plano de ensino.
E o Ensino Médio? Ah, se o estudante não entrar na linha das escolas militares, ele provavelmente entrará na criminalidade ou depressão, sem nenhum subsídio ou motivação para se manter estudando.
Afinal de contas, acabará o “Pé-de-Meia”, programa implementado no atual mandato do Governo Lula, em que os alunos de 14 a 24 anos, do Ensino Médio (E.M.) e da Educação de Jovens e Adultos (EJA), recebem um benefício anual que pode chegar a R$ 9.200,00 (nove mil e duzentos reais) ao completar os três anos de formação.
Também, o Governo Federal criou, em 2026, a plataforma MEC Livros, democratizando ainda mais a leitura num momento em que os livros estão cada dia mais caros.
O MEC Livros pode ser acessado gratuitamente e funciona como uma biblioteca digital. Qualquer pessoa com uma conta Gov.br pode entrar na plataforma e ler obras clássicas e contemporâneas.
QUAL GOVERNO DEMOCRATIZOU E VIABILIZOU A LEITURA, A EDUCAÇÃO E A CULTURA?
Será que preciso falar dos incentivos em editais de Cultura e Educação que foram cortados no Governo Bolsonaro?
Ou do abandono da Agência Nacional de Cinema (ANCINE)? Que resultou no amplo desemprego de uma indústria em ascensão?
Vale lembrar que nos últimos dois anos de Governo Lula, dois filmes brasileiros foram premiados internacionalmente, o filme Ainda Estou Aqui, de Walter Salles (2024), e O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (2025). Ambos sobre a ditadura militar.
A educação é um ciclo e, quando ele se quebra, perdemos jovens para a criminalidade e para a depressão. Perdemos futuros profissionais de todas as áreas da sociedade. Pessoas deixam de ter formação e passam a viver na precariedade do trabalho e à margem da sociedade.
Essas perspectivas negativa fazem parte dos desejos da extrema direita, ao ameaçar os direitos trabalhistas, a aposentadoria e, o mais agravante, a Constituição Federal de 1988.
Assim, o segundo turno das eleições de 2026 não é sobre defender a ideologia da esquerda ou da direita. Votar em Lula passa a ser um ato de defesa da democracia. Ou vamos esquecer o 8 de janeiro de 2023?
É preciso abrir os olhos para os cortes que pretendem ser feitos, e entender que Flávio Bolsonaro não é a novidade, e nem é mais do mesmo. Ele é uma ameaça à vida.
Assim como o pai, que deixou o país voltar ao mapa da fome, debochou de pessoas com falta de ar na pandemia, demorou para comprar as vacinas, e armou a população. Flávio Bolsonaro é a ideologia que mata.
Lula é o resguardo da vida. Aqui não é a revolução dos bichos, cara de um focinho de outro. A democracia olha para os desejos de prosperidade e educação da Nação.
Mesmo se você discordar do petista, é possível o diálogo com ele; num Governo da antidemocracia, não. Agora é esquerda e direita contra a extrema direita. O segundo turno é Democracia contra ideais fascistas, as quais compactuam com o Golpe de Estado e a Ditadura.
Imagem de capa: montagem autoral com auxílio da MetaIA.


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