top of page

MANIFESTO LULA ESTÁ COM O POVO, VOTE 13

há 2 dias
3 min de leitura

Atualizado: há 1 dia


Eu poderia trazer aqui várias nuances identitárias do porquê votar no Lula. Isso já seria o suficiente, mas escolho também a minha história.


Estudei em colégio particular de classe média alta desde criança. Em alguns anos, com bolsa de estudos.


Eu sabia desde pequena que eu não pertencia àquele espaço.

Eu não pertencia àquela classe social.


Meus pais cortavam milhares de escolhas que os favoreceriam para pagar a minha escola.


Isso foi no início dos anos 2000.


Via os pais de meus colegas com carrões. Todas as minhas colegas tinham Barbies e Miracle Babies (o bebê reborn da época).


Meu pai era fotógrafo e concursado do estado, de nível médio, minha mãe trabalhava como enfermeira num postinho da prefeitura, numa periferia.


Eu conhecia as crianças da periferia e brincava com elas.


Meu estômago embrulhava com a desigualdade social, porque era só trocar sorrisos e doces que elas ficavam extremamente felizes.


Algumas eram magrinhas.


Eu também não me sentia pertencente àquele espaço, mas me sentia feliz com elas.


Às vezes, muito mais feliz do que com os meus colegas de elite.


Hoje, alguns deles têm consciência de classe e empatia. Mas sei que a maioria compactua com a ideologia bolsonarista.


Inclusive, ouvi falar de Bolsonaro, pela primeira vez, na escola. Eu tinha 16 anos. Foi em 2014. O colega disse: “Bolsonaro 2018”, como forma de deboche diante de alguma causa feminista.


Naquela época, pedi para mudar para uma turma que fosse mais inclusiva, porque eu já tinha falas que incomodavam.


Falas que faziam os colegas zombarem de mim e não quererem que eu fizesse perguntas aos professores, principalmente em Filosofia, História, Sociologia, Redação e Literatura.


E sim, eu sofri bullying na escola.


Na época, eu já gostava de ler Filosofia, Sociologia, e os clássicos da Literatura brasileira e internacional, principalmente os russos.


Por ser mulher, por ser bissexual (na época, eu me identificava como lésbica e namorava uma garota), por ser mais pobre (eu não usava roupa de marca nem tinha o iPhone do ano), por fazer parte do grupo de teatro, por não ter o corpo padrão e, principalmente, por questionar.


Criticava a elite dentro da escola.


Eu não me sentia pertencente a nenhum dos dois lugares. Mas me lembro da felicidade de meu pai ao trocar de carro em 2002. Era um “Corsa Classic”, um carro popular da época.


Passamos 10 anos com um “Cadete” quebrando na rua.


Vi as pessoas da periferia comprarem TV, sofá e moto, viajarem de avião e comerem carne de primeira.


Vi a elite se doer porque teria que pagar melhor a empregada doméstica, e porque o filho dela também estava se tornando Doutor.


No desgoverno de Bolsonaro, vi milhares de mortos na pandemia, deboche pela falta de ar das pessoas, falta de políticas públicas e cortes na saúde, na educação e na cultura.


Vi as pessoas na fila do osso.


Todo aquele Brasil sonhado e construído pela esquerda estava morrendo.


Desmonte na educação.

Desmonte na cultura.

Desmonte na saúde.


Não tive bolsa de pesquisa no mestrado, entrei em 2021.


Em 2023, tive um pedido de desculpas do governo Lula sobre a falta da bolsa no governo Bolsonaro.


Ainda bem que Lula voltou em 2022.


Meu pai, um antipetista que tem raiva das políticas públicas na Bahia, principalmente pelo governo de Jaques Wagner, vai votar em Lula por minha causa.


Mas também porque presenciou uma fila de carros funerários na pandemia.


Viu pessoas morrendo o tempo inteiro.


E porque Flávio não respeita a fé dele.


Meu pai é católico e devoto de Nossa Senhora Aparecida, e ele não quer ter negados a sua religião, e o seu direito de exercer a fé.


Ele também não quer que o tempo de se aposentar aumente, já que deseja muito se aposentar.


Ele abomina que a aposentadoria não seja reajustada.


Ambas são propostas de Flávio.


Dito isso, Lula já vem fazendo o oposto ao cuidar dos idosos, sendo ele também um idoso.


Se reeleito, esse será o último mandato do lendário Luiz Inácio Lula da Silva, e que venha a Last Dance dele, que Habla Mucho.


Vamos tirar para dançar, uma valsa e um forró, aquele que tirou o país duas vezes do mapa da fome.


E proteger as nossas riquezas naturais e econômicas.


Minha família vai votar em Lula, e eu também.


Vamos juntos e juntas defender a Constituição de 1988 nas urnas.


"A ALEGRIA É A PROVA DOS NOVE"

"CONTRA-ATACAR , CONTRA-ATACAR!""

"VAMOS SORRIR, SORRIAM "


Vamos juntos defender o nosso BrasiL-SiL



MANIFESTO VISUAL COMPLETO



Criado livremente pelo ChatGPT, por Jacqueline Gama.

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page