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RESPEITEM O NORDESTE! RESPEITEM O FUTEBOL BAIANO! RESPEITEM O ESPORTE CLUBE VITÓRIA!

15 de mai.
3 min de leitura

A Copa do Brasil de 2026 tomou uma dimensão política no duelo entre o Esporte Clube Vitória (ECV) e o Clube de Regatas Flamengo (CRF). Quem assistiu a primeira partida, em 22 de abril de 2026, na qual o time carioca venceu por 2 a 1, sabe o quanto a população nordestina foi humilhada, para além de gostar ou não de futebol e ainda para mais além de ter preferência por um clube. Vimos o CRF cometer faltas passíveis de cartão vermelho direto, as quais sequer foram analisadas pelo Árbitro Assistente de Vídeo (VAR).


Quando o presidente do ECV, Fabio Mota, exigiu respeito ao clube, foi punido pelo sistema jurídico de futebol, aparelhado historicamente para servir as equipes de futebol do eixo Sul-Sudeste. Como se ainda não fosse suficiente, assistimos a desfaçatez de um comentarista esportivo, ao distorcer o lance da cotovelada de Saúl em Caíque Gonçalves: “não teve agressão, não teve gatilho”, foram suas palavras, em um esforço gigantesco para descaracterizar a clareza da imagem. A situação se tornou ainda mais constrangedora, ao ganhar repercussão internacional: o jornal português A Bola utilizou o adjetivo “escândalo” para se referir a arbitragem dessa fatídica partida. Pior ainda foi ler as postagens de muitos torcedores do próprio time da Gávea, reconhecendo nas redes o quanto o Vitória havia sido prejudicado. O time, em 2025, campeão brasileiro, campeão da Taça Libertadores da América e campeão da Supercopa do Brasil, o segundo melhor time do mundo, sim, o vice-campeão mundial e ainda o time – entre todas as seleções classificadas – com maior número de atletas pré-convocados pela Seleção Brasileira para a Copa do Mundo, sendo ajudado pela mídia sudestina e por toda a ordem jurídica desportiva daquela região. Patético!


A partida de volta seria diferente. Em 14 de maio de 2026, na semana do seu 127º aniversário, o Vitória, com um orçamento de R$ 291,2 milhões, contra nada menos que R$ 1,8 bilhão do Flamengo, compreendeu a atmosfera psicológica do jogo. Óbvio que a premiação de R$ 3 milhões por passar de fase incentivou. No entanto, havia algo muito maior em campo. Foi um jogo para além do futebol. O Vitória viu na disputa, a honra do Nordeste e o valor do futebol baiano, tantas vezes subestimado e alvo de piadas. O embate foi contra o discurso xenofóbico. Na verdade, o jogo foi um autêntico debate político entre os arrogantes metidos a donos do Brasil e a massa trabalhadora que realmente carrega nossa pátria em suas costas.



O Vitória foi humilde e inteligente. Reconheceu a superioridade técnica do outro lado e entregou a bola ao time que estava invicto a 10 jogos. Recuou, mas, foi letal nos contra-ataques. Quando o rubro-negro sudestino abriu os olhos, aos 7 minutos do 1º tempo, Baralhas já havia tocado para Erick fazer as honras da casa: uma bela chapada no ângulo. A vantagem de passar de fase no tempo normal já havia escapado por entre as mãos do Flamídia e seria decidida nos pênaltis. Restava, porém, o 2º tempo.


Na etapa final, o leão baiano, único time nordestino campeão brasileiro na era dos pontos corridos, seguiu humilde. Entregou a bola, baixou as suas linhas, esperando a oportunidade. E ela veio. Até então, o jogador menos participativo, Matheusinho precisou apenas de um lance. Roubou uma bola no campo de defesa e lançou Renê. A transição funcionou: Renê encarou o marcador e chutou para uma grande defesa do goleiro do time do urubu. O melhor viria em seguida. Aos 16 minutos, escanteio cobrado curto para Erick. Ele cruzou na área, o goleiro afastou mal e Luan Cândido, de voleio, empurrou pro fundo das redes. Vitória 2 a 0 e resultado suficiente para avançar a fase seguinte. O Vitória seguiu com humildade e astúcia. Voltou a entregar a bola ao time sudestino e se concentrou em marcar, para garantir o resultado e ainda tentar um terceiro gol para “fechar o caixão”. Ao final, classificação garantida, porém, muito mais: a sensação de alma lavada!


Esse fato histórico extravasa as quatro linhas do gramado e representa o cotidiano de milhões de nordestinos inferiorizados pelas hordas de racistas imundos! Ao compreender o simbolismo do confronto, o Vitória ergueu nossa voz e acariciou nosso psicológico, porque somos nordestinos autênticos e torcemos pelo desenvolvimento da nossa gente. O Vitória calou as vozes dos arrogantes, de quem se acha nascido para vencer, apenas por ter um orçamento maior. Durante a semana, nos corredores das emissoras de TV e rádio certamente muitos vão chorar pela eliminação do VARmengo. Por aqui também certamente ouviremos alguns vendidos ao discurso do Sul Maravilha lamentarem. Problema deles!


Foi contra toda a corrupção e politicagem nojenta e fascista dos cartolas e suas mídias. Foi na bola! Foi na raça! Foi na garra! Foi no psicológico! Parabéns, Esporte Clube Vitória, por representar a Bahia e o Nordeste com dignidade!


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2 comentários

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Denilson
16 de mai.
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Excelente texto!! Foi exatamente isso! Parabéns!!

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Convidado:
15 de mai.
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Gratidão!

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