VAI COMEÇAR A COPA DA VERGONHA!
- Carlos Henrique Cardoso

- há 4 horas
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No Próximo dia 11 de junho, ás 16 horas, teremos o pontapé inicial da 23° Copa do Mundo de Futebol FIFA 2026, a ser realizada no México, Estados Unidos, e Canadá, primeiro torneio tripartite. A primeira partida será entre México e África do Sul. Vai ser mais um espetáculo do esporte, porém, com alguma dose de vexame dessa vez. Existem algumas considerações a serem feitas sobre esse campeonato tão querido. Primeiro,sobre o número exorbitante de seleções. Segundo, um dos países sede.
Tudo começou lá em 1930, e lá se vão quase cem anos, no Uruguai, quando 13 países disputaram o certame. A partir de 1954, o número foi firmado em 16; passou pra 24 em 1982; 32 em 1998; e agora 48. É bom obervar que o torneio foi adaptando o formato de acordo com o número de nações associadas, e o surgimento de novos países. Durante os anos 1970, diversas colônias européias situadas na África, Ásia,e América Central, conquistaram sua independência, originando mais vagas para a competição. Com a dissolução da União Soviética, Iuguslávia, e Tchecoslováquia, os desmembramentos fizeram nascer novos estados nacionais, e mais uma necessidade de alocação. Nesse século XXI, um número irrisório de novos países surgiu, mas a FIFA ampliou, ainda assim, os selecionados. Por qual motivo??? A própria entidade sempre considerou que a Copa começa nas eliminatórias e a Copa propriamente dita é a fase final dela. Com isso, seleções sem a mínima trajetória futebolística - como Curaçao(!!) - vão disputar o torneio. Considero uma decisão infundada. Ainda assim, a tetracampeã Itália - que vergonha! - não conseguiu se classificar! Pela terceira vez consecutiva. Só falta pular pra 64 na próxima Copa só pros italianos participarem…
Mas o embaraço mesmo vem agora. Bom, após anunciado o primeiro ataque à Ucrânia, seguido de uma invasão geográfica e a disputa por territótios, A Rússia foi sumariamente banida de diversos torneios mundo afora. Seus atletas já não competiram nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, não disputam as eliminatórias de qualquer torneio, nem sediam competições esportivas - a exemplo do GP de Fórnula 1. Esportistas de vários níveis, muitos campeões consagrados, perderam o direito de exercerem suas carreiras a nível global em função de um castigo gerado por motivações geopolíticas.
Já Israeal, causador de um morticídio aterrador em áreas palestinas, disputou, disputa, e disputará qualquer competção, sem risco de banimento. O país vem bombardeando incenssantemente a Faixa de Gaza, já atacou a Cisjordânia - que não possui qualquer grupo terrorista no comando - e vem assassinando mulheres, idosos, crianças, médicos, e jornalistas no Líbano e… NADA! Sob o pretexto de “combate ao mal” ou o recorrente “direito de se defender”, vão largando um míssel atrás do outro e ainda ajudaram os Estados Unidos a assassinar o líder religioso de outro país, o Irã. Nem a FIFA, nem o COI, nem qualquer outra agremiação esportiva combinou com os russos qualquer sanção a Israel.
E agora o pior. Um dos países sede, os Estados Unidos, sequestou um chefe de estado, Nicolas Maduro, e sua esposa - que não tem nada a ver com a história - levou pra algum lugar nos States, anunciaram julgamento, e até agora esqueceram que essa situação aconteceu. Sem falar no já citado assassinato do Aiatolá Khamenei, no Irã. Os Estados Unidos desde sempre intervem aonde querem, a hora que quiserem, quando puderem… sem qualquer penalização. Meses atrás, Trump, o tosco presidente de lá, ainda afirmou, com sua cara de pau que nem cupim quer roer, que não havia condições de dar segurança à seleção do Irã!!! Como assim?? Ele simplesmente recomendou que eles não fossem!! Após ameaças de boicote, a delegação iraniana vai ficar sediada no México. Que desgraça, viu…
Quanto à realização da Copa, ela já estava confirmada antes mesmo dessas sandices conflitivas, mas historicamente nunca houve qualquer tentativa de banir os estadunidenses de qualquer competição esportiva - o que seria coerente, visto a punição aos russos. Com esse tanto de invasões, as instituições que regem o esporte deveriam ser bem mais criteriosas na escolha de seus locais-sede. As Olimpíadas de 2028 serão em Los Angeles e, mais uma vez, qualquer líder mundial preso ou assassinado não vai levar a nada. Por fim, apesar de tanto vexame dos responsáveis pelo esporte, a bola não pode parar. O futebol não pode pagar o pato.
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