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“VAMOS PRECISAR DE TODO MUNDO”: A Estratégia da Democracia Para O 2º Turno

há 6 horas
2 min de leitura

A grande luta da nossa geração pelo futuro dos nossos filhos conheceu uma fragorosa derrota, com o resultado das eleições do 1º turno. Não apenas por Flávio Bolsonaro chegar ao 2º turno, deixando Luiz Inácio Lula da Silva para trás, mesmo com pequena margem. O que assistimos neste domingo, 04/10/2026, foi a sociedade brasileira apontar um revólver para a própria cabeça, e, insensível, disparar. A população abraçou o retrocesso!


O bolsonarismo tem uma militância incontinente. Seu ódio contra a democracia não dorme. O resultado das eleições para o Senado e Câmara Federal comprova esta tese: a extrema direita é maioria esmagadora no primeiro e o centrão permaneceu firme na segunda. Se por um lado, é doloroso ver Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) perderem a disputa pelo Senado, por São Paulo, é também um grandioso alento ver Erika Hilton se tornar a mulher mais votada em toda a história da Câmara. E agora, ao lado de uma gigante pelas lutas das mulheres trans, travestis e cis: Thabatta Pimenta, primeira mulher trans do Nordeste estará a seu lado.


No segundo turno, o campo progressista – e único espectro democrático – terá que abrir diálogo com públicos e regiões nos quais foi reprovado. Evangélicos, agronegócio e a classe média devem estar no centro das ações. Será necessário também reforçar o apelo do voto no Nordeste. Ao mesmo tempo, estados-chave, como Minas, Rio de Janeiro e São Paulo, precisam ser palcos de manifestações históricas. Não funcionou trazer o legado dos governos petistas para o 1º turno; é nosso dever aprender rápido e dizer ao Brasil uma verdade simples e aguda: é Lula ou o caos! Em paralelo, usar as redes para escancarar quem é o miliciano Flávio Bolsonaro e toda sua família, financiados pelo silêncio cínico dos Estados Unidos nas duas últimas semanas, pode virar o jogo. É momento de fazer Ondas Vermelhas nas redes: em determinados horários dos dias, inundar as plataformas digitais com o atraso, a miséria e a volta para a fila do osso, inevitáveis, na figura de Flávio Bolsonaro.


Contudo, apenas Lula pode fazer um movimento potente, ante a conjuntura desfavorável: uma nova versão da Carta Ao Povo Brasileiro. Nela, ele deve formalizar uma plataforma econômica capaz de beneficiar todas as classes e viável para baratear os preços dos alimentos. Se vai funcionar, só testando. “O jogo vai começar, nós estamos na prorrogação”.


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Januário
há 4 horas
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